quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rompimento.

Hoje se queda um amor.
Não de forma brusca, não sem sofrimento, mas sem explicação como todos os amores que acabam.
E não tente encontrar os motivos, eles são vários e sinceramente agora, irrelevantes.
Irrelevantes porque o fim não se tornará recomeço, a alegria já se esvaiu e o amor se dissolveu transformando tudo em angústia.
E me faça um último favor. Não chore!
É somente isso que espero de alguém que poderia ter sido meu grande amor.

Luciana Barbosa.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Queda Livre.



Estou á beira de um abismo.
Fecho os olhos, abro os braços lentamente.
Imagino a queda. Não, ela não é ruim.
Na minha cabeça, tudo vêm em câmera lenta como nos filmes, eu caindo, o vento no rosto, o fim eminente.
E só porque é o fim, não significa que é ruim. Seria o fim das crises existenciais, financeiras, amorosas.
Afinal, a vida é esse abismo, ciclos que se abrem e fecham todos os dias.
Grandes problemas acompanhados de pequenas alegrias.
Abro os olhos, fecho os braços. Sim, estou em crise existencial e como covarde que sou não vou pular.
Como um mantra, inspiro e expiro bem devagar. É a vida. E penso no que me diriam os otimistas de plantão, nada como um dia após o outro.
O jeito é esperar.

Luciana Barbosa.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sem listas de resoluções, obrigada!



Sim, estou nessa letargia. Dezembro é o mês que mais me entedia.
Essa obrigação de repensar o ano, de fazer planos futuros, de sermos felizes á qualquer custo. Quem ainda acredita que um milagre acontece do dia trinta e um de Dezembro para o dia primeiro de Janeiro?
Aprendi faz um tempo, que independente da roupa que eu use, da festa que eu passe, das ondas que eu pule, o calendário vira, o ano muda, mesmo que eu não queira.
E aí meu caro, é encarar mais doze meses de tristezas e alegrias, porque viver é isso, é continuidade. E não adianta querer que tudo aconteça como num passe de mágica. Não existem receitas mágicas e sim planejamento.
Quer ter dinheiro sobrando??? Pare de gastar, seja econômico, viva de acordo com a sua realidade, mesmo que ela seja fudida.
Quer viajar??? Se programe ou tenha coragem e jogue a mochila nas costas.
Quer alguém pra chamar de seu??? Seja menos ranzinza, mais leve, menos exigente.
Afinal, tudo depende da forma que encaramos o mundo e é melhor que seja da forma mais real e direta, sem grandes dramas, porque das pequenas e grandes surpresas a vida mesmo se encarrega para nos surpreender.
E me façam um favor, utilizem o ano que se aproxima como se fosse uma escola permanente para amabilidades e boa educação, afinal de contas usar isso apenas em Dezembro não modifica a vida de ninguém.
Uma feliz continuidade para todos nós!

Luciana Barbosa.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sentidos.


Quando sinto teu cheiro, minha boca saliva.
Meu corpo estremece.
Meus pêlos arrepiam.
Se te encosto, mudo de rumo.
Mudo de prosa,
Saio de mim.
Se não te vejo,
Entristeço,
Me perco.
Ai de mim...Ai de mim.

Luciana Barbosa.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ponto de vista.


Alucinando, pergunto para os efemerópteros qual a sensação de ser ter apenas um dia de vida.
E eles de uma forma bem peculiar me respondem:
_ Mas isso é uma vida inteira!

Luciana Barbosa.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sincronicidade.



A minha solidão é compartilhada. Há milhões de solitários pelo mundo.
Minha dor, única, mas várias dores á minha volta.
Nunca fico totalmente acompanhada ou só. Carrego o mundo dentro de mim.
E há dias em que ele pesa. Como pesa.
Meus pensamentos são plágios, resquícios de pensamentos alheios.
Sou euforia.
Sou dor.
Sou esperança.
E assim como eu, outros, respirando o mesmo ar.

Luciana Barbosa.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Simplicidade.


Não sei em que momento me perdi, nem mesmo sei se realmente me perdi ou se já era assim. Sei que não gostaria de ter sido engolida pelo sistema, de poder seu mais eu e não fazer nada quando bem entendesse.
Gostaria de ser criadora dos meus caminhos e não criatura de uma sociedade que não para nunca. Ok. Estou sendo pessimista.
Mas como explicar que quanto mais temos, mais necessitamos?
Isso conta não só para dinheiro, que é o que move o mundo, mas tudo! Queremos mais conforto, carros melhores, casas maiores. Queremos para inflar nosso ego, mais seguidores nas infinitas redes sociais, mais popularidade e reconhecimento e olha que geralmente nem seres humanos dignos somos. A maioria de nós se pudesse ser comparado á um livro, seria apenas uma capa bonita, sem um conteúdo que realmente valesse a pena ler.
Ando revendo meus valores e acreditem, estou tentando cultivar um pouco mais de educação, de paciência, de amor ao próximo e me livrar de um bocado de soberba, de vaidade e conversas vazias.
Sei que pra me deixar feliz, é preciso pouco. Eu que de vez em quando, me deixo seduzir pelas idiotices do mundo e esqueço-me da simplicidade da vida, que só nos pede pra sorrir e respirar bem devagar.

Luciana Barbosa.